Dias, meses, anos, tudo passa. Tempo futuro, tempo passado,
tempo presente, o tic-tac não perdoa. Mudanças acontecem, mal percebemos, mal
nos adaptamos. Quando nos damos conta, nos surpreendemos e pensamos o quão
rápido tudo passou.
Dia de 24 horas, parece piada de mau gosto. Mal acordamos,
mal dormimos e lá vamos nós de novo, abraçados em nossas rotinas. Tudo recomeça,
as coisas se transformam, às vezes não percebemos. Não damos conta, não
interessamos, pouco importa.
A vida nos faz crianças, passivas de metamorfoses, de
aprendizados, de experiências inesquecíveis, descobertas infinitas ao longo de
nossa trajetória. O tempo nos move em busca de autoconhecimento, da definição
do próprio “eu”.
Analisando cada passo, cada decisão, notamos que o tempo não
perdoa, não permite erros. Impossível é voltar no tempo para corrigir o
equívoco, refazer, tomar outras escolhas. Para isso existe a desculpa, o pedido
e reconhecimento da falha, o flagelo do ego que nos diminui comparado à
perfeição.
Reconhecer os enganos é a saída para quem errou no passado e a
dura lição a quem deseja triunfar no futuro. Só aprende, só cresce, só
progride, quem erra. O erro é sinônimo de audácia, de coragem, de vitória.
Mas que tempo é esse que voa mais rápido que a luz e não me
deixa pensar? Não me deixa viver? Não me deixa respirar? Sufoca meus planos,
meus sonhos, minha sanidade? Só me resta olhar para trás e ver o que perdi, o
que ignorei, o que deixei de conquistar.
Olhar ao passado sim, apegar-se a ele, jamais. Ninguém pode
mudar o que passou. O projétil uma vez disparado, não muda seu curso, tampouco
o destino de seu alvo. É inútil vagar em busca do que poderia ter sido
diferente. Atentar-se ao que temos agora é a solução. Ações sóbrias e sensatas
justificam o bom caráter.
O que esperar do futuro? Como saberei o que acontecerá? Por
que ele não fala comigo? É a incógnita que dá sentido a vida, aumenta o drama e
as expectativas. Quando serei bem sucedido? Quando meu time vencerá novamente?
Quando aparecerá meu grande amor? Quanto tempo mais tenho de vida? O futuro é
movido pelo interrogatório, pelo receio, pelo medo.
Mas onde está o poder da decisão? Como poderei corrigir os
erros do passado e ter um futuro que desejo? Pergunte e responda isto agora.
Haja imediatamente, pois só temos controle do presente. É nele que nos
transformamos, melhoramos, evoluímos. Não tenha medo de agir. O futuro é
construído com ações presentes baseado no conhecimento passado.
Façamos uso dessa santíssima trindade da melhor maneira
possível. O ingrediente é antigo. Inverter as etapas é voltar ao zero, isso se
for abençoado com uma nova chance.
Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e
o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar,
fazer e principalmente viver.
Seu nome tem vários
significados, talvez abranja mais da metade do dicionário. Amor:afeição viva por alguém ou por alguma coisa / Condescendência:disposição que faz ceder aos sentimentos
ou aos desejos de alguém.Benevolência:Compreensão demonstrada por alguém;
excesso de boa vontade para com outra pessoa. Essas são apenas algumas das
centenas de definições e virtudes que podem ser traduzidas em apenas uma
palavra. MÃE.
Difícil
encontrar alguém que discorde que esta pessoa, esta criatura, este ser seja tão
menos divino do que o próprio Deus. De fato, são elas a representação física
mais próxima que temos Dele.
São
as únicas capazes de amar antes mesmo de conhecer ou conceber o filho amado. Ao
longo de suas vidas, dimensionam ao universo seu desejo de ser mãe, com a
promessa de amor e dedicação incondicional. Com suas bonecas, seu carinho, seu
amor, aos poucos a vida as prepara para assumir essa grande responsabilidade.
Ser
mãe é uma condição que atinge todas as categorias de seres vivos. Mães que
criam, que cuidam, que amamentam, que protegem, que orientam, que amam. Companheiras
fiéis de todos os momentos. O centro de conforto e ternura para as situações
mais adversas, nosso porto seguro para todas as tempestades.
Muitas
vezes incompreendidas, muitas vezes zelosas em excesso, muitas vezes injustiçadas.
Porém sua força materna é superior. Nossas companheiras que dividimos segredos,
nossos colos quando derramamos lágrimas, nossos sorrisos quando compartilhamos
alegrias.
Dignas
de todas as alegrias, de todos os momentos especiais, de todos os desejos
realizados. Quem não gostaria de oferecer o mundo a sua querida mãe? Porém
tanto presente, acarretaria em muita responsabilidade, por isso em sua
sabedoria, elas desejam que desempenhemos nosso melhor, como boas pessoas, bons
cidadãos, bons filhos.
Para
ser mãe, ser filhos, sermos amados, não necessariamente devemos sair de suas
entranhas, mas sim entrarmos em seus corações. Mãe é quem gera? Mãe é quem
cria? Mãe é quem ama.
E
qual será a visão delas? O que pensam sobre os filhos? É fato que são as
grandes homenageadas, então o que elas tem a dizer? Ai vai uma dica. Se
aconchegue ao seu lado da melhor maneira possível e pergunte, dialogue, faça-a
feliz. Presentes o tempo leva. Momentos ao lado de quem amamos são eternos.
Mães
são tão fundamentais que deveriam durar para sempre. As vezes temos este pensamento
um tanto egoísta, que fere a lei natural da vida, mas é o nosso amor ao bem
mais precioso que podemos ter. Ele fala mais alto em busca do direito de sermos
eternamente amados.
Mães
na terra, mães no céu, mães em nossos corações. Palavras são belas, porém
insignificantes à sua representatividade. MÃE EU TE AMO! Isso resume tudo. É
mais que bastante. Tão suficiente quanto simplesmente isso... MÃE.
Ser Mãe é assumir de Deus o dom da
criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na
Terra.
Segundo o dicionário, Nirvana é uma expressão budista que
significa “a última etapa
da contemplação, caracterizada pela ausência da dor e pela posse da verdade,
como decorrência da integração no espírito do Universo ou no seio da divindade
suprema”. Parece que a expressão, assemelhava-se
ao comportamento do líder da banda americana de mesmo nome. Kurt Cobain, na
busca de encontrar a si mesmo, encontrou apenas paz e ausência de sofrimento,
quando colocou fim a sua própria existência. Mártir ou covarde? Cada um tem
suas razões e não cabe a alguém julgar.
VOCÊ SABE QUE TEM RAZÃO (You Know You’re Right)
No final dos anos 80, Nirvana batalhava para se tornar uma
banda renomada. Seu estilo embora um tanto original, inicialmente não se
destacava das demais bandas de Rock daquela época. Guns & Roses, Queen, Bom
Jovi, Metallica, ocupavam a atenção da juventude neste período. Sem contar os
já consagrados, Rolling Stones, AC/DC, Pink Floyd e tantos outros. A
peregrinação do Nirvana pelas cidades americanas a bordo de um pequeno ônibus
onde seus integrantes eram os “faz tudo”, deste a montagem de equipamentos a vendedores
de camisetas da própria banda após os shows, para levantar subsídios, fez parte
do período inicial sofrível, na história daqueles que seriam um dos grandes
sucessos em todos os tempos.
SOU TÃO FEIO, MAS TUDO BEM, VOCÊ
TAMBÉM É (Lithium)
O primeiro
álbum, Bleach, mostrou o potencial, a vibração e energia da qual seus
integrantes dispunham. A indefinição de sempre deu uma trégua. Chad Channing,
um californiano de Santa Rosa, assumiu a função de baterista durante a produção
do disco. Bleach pode ser considerado um negócio da China, considerando sua
vendagem de mais de 30 mil cópias, pelo seu baixo custo que demandou duas
semanas de trabalho e exatos US$ 606, 17.
ACHO QUE VOCÊ É PERFEITA PARA O
CASO... ACHO (About a Girl)
O que nem o mais otimista dos fãs imaginava é que a próxima
empreitada daria tão certo, que consolidaria Nirvana, na galeria das mais
destacáveis bandas de Rock. Começou com a nova, porém definitiva alteração de
baterista. Desta vez Kurt Cobain e seu inseparável amigo Krist Novoselic descobrem
o talentoso David Grohl, vindo de Warren, Ohio. Seu estilo ousado e eletrizante
despertou a atenção da dupla, principalmente pelo recém integrado acompanhar
com maestria o ritmo vibrante do Punk Rock, adotado como gênero.
SOU O PIOR NO QUE FAÇO DE MELHOR
(Smells Like Teen Spirit)
Nevermind tirou o Punk Rock das sombras com suas letras mais
comerciais e menos “poluídas”. Eternizou sucessos como Lithium, Come As You
Are, In Bloom, On A Plain e o clássico Smells Like Teen Spirit, considerado por
muitos o maior sucesso de Nirvana e hino oficial do grunge. Alguns zeros foram
acrescentados e Nevermind diferentemente do primeiro álbum, até hoje vendeu mais
de 30 milhões de cópia em todo planeta. No início dos anos 90, Nirvana
destronou Michael Jackson do topo das paradas de sucesso e se tornou a maior
banda do mundo.
PREFIRO ESTAR MORTO DO QUE SER LEGAL
(EU NÃO SEI PORQUE) (Stay Away)
Como tudo não são apenas vitórias e a exemplo dos demais
mortais, os integrantes da banda tinham paralelamente, vidas e problemas,
principalmente Kurt, viciado em drogas mais pesadas e com seus constantes
problemas de saúde. Durante o período de sucesso, ele conhece e se apaixona pela
roqueira Courtney Love, despojada, drogada e excêntrica. Tais características agradaram
Cobain e depois de pouco tempo, eles se casam e do relacionamento nasce à
pequena Frances.
ME ESPANTA, A VONTADE DO INSTINTO
(Polly)
Com a enxurrada de shows, fãs, entrevistas e problemas
familiares, Kurt Cobain se mostra cada vez mais instável com tanta pressão. O
simples rapaz de Seattle, sonhador em busca de um objetivo, não estava
preparado para os efeitos colaterais da fama. Seus vícios e acessos de loucuras
eram resultantes de tanta responsabilidade. Os demais álbuns da banda, In Utero,
Incesticide, e Unplugged In New York MTV, tiveram grande repercussão e sucesso,
porém só fizeram aumentar o mostro que engoliria Kurt Cobain.
VENDA AS CRIANÇAS POR COMIDA (In
Bloom)
Outra de suas paixões, e também uma potencial ameaça, era seu
gosto obsessivo por armas de fogo, ao qual ele dispunha de uma coleção. Todos a
sua volta sabiam que aquilo era uma bomba relógio que a qualquer momento
explodiria. Com tamanho desespero, Kurt Cobain era cada vez mais o retrato de
seu próprio estilo, a própria representatividade do grunge. Depressivo
desvalorizava sua vida e desejava a morte.
EU AINDA NÃO ESGOTEI MINHA PACIÊNCIA
(I Hate Myself And I Want To Die)
A situação insustentável de Kurt Cobain fragilizou sua saúde
e o obrigou a cancelar uma turnê internacional na Europa, quando se preparava
para uma apresentação na Alemanha. A banda voltou para Seattle, onde Cobain
fora forçadamente internado em uma clínica de reabilitação. Impulsionado mais
uma vez por sua insanidade, ele foge e sozinho retorna para sua casa. Seu
último ato resume-se a uma espingarda de caça, calibre .20 e o cumprimento de
uma promessa ao qual ele havia descrito em uma carta de despedida.
TODOS OS PEDIDOS DE DESCULPAS (All
Apologies)
No último dia 05 de abril, fãs do mundo todo, relembraram os
20 anos do desfecho de um dos maiores músicos da história do Rock em todos os
tempos. Sobrou aos demais integrantes juntarem os cacos e darem seqüência as
suas vidas. Enquanto o baixista Krist Novoselic, leva uma vida pacata em
Washington, longe dos holofotes, David Grohl continuou sua sina em busca de ser
um Rock Star e hoje é o líder do Foo Fighters, uma das melhores bandas do
mundo, desde o próprio Nirvana.
ONDE AS PESSOAS MALVADAS VÃO QUANDO
MORREM? (Lake Of Fire)
Fascinante, demente, emocionante, deprimente. Muitas são as
características do legado deixado por Kurt Cobain. Um sonhador que se perdeu no
caminho. Alguém bem intencionado que tomou decisões equivocadas. Equivocadas,
porém não erradas. Cada um é responsável por seu próprio destino e sabe o que é
melhor para si. Se Kurt Donald Cobain se mostrou finito como outro qualquer,
seu estilo e sua música estão eternizadas no universo do Rock’n’Roll.
“As maiores loucuras são as mais sensatas alegrias, pois tudo que
fizermos hoje ficará na memória daqueles que um dia sonharão em ser como nós - loucos,
porém, FELIZES!”
Gênio. Louco. Duas qualidades marcantes que unidas,
transformam uma pessoa comum em um imortal. Assim era Kurt Cobain, líder da
banda Nirvana. Vanguardista do Grunge, um dos mais emblemáticos gêneros do
Rock’n’Roll, de todos os tempos. Sua história, sua insanidade, seu estilo, seu
legado, são recordados e vivenciados por fãs em todo mundo, mesmo após 20 anos
de sua morte.
VENHA COMO VOCÊ É, COMO ESTIVER (Come
As You Are)
Kurt Donald Cobain, nascido em Aberdeen, Washington, nos
Estados Unidos em 20 de fevereiro de 1967, era filho de uma garçonete e um
mecânico automotivo. Tão novo, o garoto demonstrava preferência pela arte.
Talentoso para desenhar, adorava retratar os personagens da Disney. Imitava o
Pato Donald, acompanhado de sua irmã caçula, chamada Kimberly.
FIQUEI TÃO LOUCO QUE ME ARRANHEI ATÉ
SANGRAR (On A Plain)
Sua precoce genialidade destacava-se na música. Desde
pequeno, dava sinais de seu verdadeiro talento. Com apenas dois anos de idade
mostrou interesse por Beatles e Monkees, quando ganhou discos, como presente de
uma tia. Aos três anos, demonstrava outro de seus destaques - sua personalidade
difícil, que o acompanharia pelo resto de sua vida, quando cantava músicas ofensivas
direcionadas a policiais. O interesse
pela música foi contínua em sua infância. Aos nove anos de idade teve aulas de
bateria profissional, após desgastar uma pequena bateria de brinquedo do Mickey
Mouse, presente de seus pais.
COM OS OLHOS TÃO DILATADOS, ME TORNEI
APRENDIZ (Drain You)
Divórcio dos pais, problemas constantes de saúde, uso
indiscriminado de drogas. Detalhes marcantes que tornaram a adolescência e
princípio de juventude de Kurt Cobain, problemática. A música era a sua fuga da
realidade, cheia de turbulências particulares, desde convívio social,
relacionamento tumultuado com seus pais e assiduidade na escola, ao qual ele
largou antes mesmo de terminar o ginásio.
NÃO LIGO, LIGO, SE NÃO TENHO CABEÇA
(Breed)
Determinado em seu grande objetivo, Kurt Cobain “entrou de
cabeça” em busca de ser um Rock Star. A guitarra tornou sua paixão desde os
primeiros acordes, quando em seu aniversário de 15 anos ganhou uma de presente
de seu tio. Sua primeira banda chamava-se Fecal Matter, formada no ano de 1985.
Adotou o punk rock como seu estilo. Com o desmembramento da banda, Cobain em
sua jornada conheceu o baixista Krist Novoselic, parceria esta que duraria
durante toda a carreira musical de Kurt. A busca tanto por um baterista, quanto
para um nome definitivo para a banda, era uma constante. Aaron Burckhard,
agitou as baquetas por mais tempo no período de apresentações da banda SkidRow,
que virou Bliss Windowpane e posteriormente Ted Ed Fred.
NÃO ESTOU EM DÍVIDA COM NINGUÉM
(Pennyroyal Tea)
Após este período de indefinições, finalmente surgiu o marco
que imortalizaria uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos. Nirvana
trouxe ao Punk, uma característica mais comercial, com letras menos “sujas” e
consideradas inadequadas, típicas do gênero nos anos 80, porém enfatizando o
estilo auto-depreciativo e desmoralizador do grunge. O que parecia ser mais um
recomeço, tornou-se inesquecível, imortalizando seus integrantes, seu estilo,
sua música.
E eis que surge mais um jogo de interesses. Interesse
político por domínio de um terreno até então vulnerável. Quem não tem hábito de
leitura, ou a busca pela informação, deve estar se perguntando, que raio é esse
de Criméia que tanto falam? E por que os Estados Unidos estão envolvidos
novamente em um conflito internacional?
Pois bem, vamos tentar entender um pouco esta situação: A
Crimeia é uma república autônoma da Ucrânia que ocupa uma península no sul do
país. A Ucrânia por sua vez, é um ex-integrante da extinta União Soviética. Um
jovem país de pouco mais de 23 anos que antes disso sempre fizera parte de
alguma Nação ou Estado.
A região de população em sua
maioria de origem russa vive hoje uma crise de identidade nacional. A
desinteligência e desacordo começaram quando seu então presidente, Viktor
Yanukovich, se recusou a assinar o acordo de livre comércio com a União
Européia, o que deixou o lado ocidental do país insatisfeito. Isso agradou o
lado oriental onde a proximidade e tradição russa é mais presente.
Podemos nos perguntar, como que
algo aparentemente tão banal e insignificante, pode gerar crise, conflitos,
batalhas e mortes. Para analisar é necessário entender que a falta de uma nação
forte e unificada, acarreta em impasses e discordância de opiniões. A divisão
de pensamentos, embora possa causar uma discussão em prol da melhora, também
resulta em vulnerabilidade, o que atrai a atenção de potências estrangeiras que
estão sempre atentos a terrenos férteis e mal aproveitados.
E quem melhor do que a maior
potência mundial, para usar de seu poder e influência, e mostrar-se solidário e
apaziguador nos momentos de maior tensão.
Será? Mesmo após a vergonha da derrota no Vietnã, os Estados Unidos ainda
se metem, em pequenos conflitos localizados ao redor do mundo.
Coréias do Sul e Norte, Irã e
Iraque, Palestina e Israel, além de Cuba, Afeganistão, Síria, Líbia, e por ai
vai. Sempre estiveram lá, presentes com a bela bandeira americana tremulante,
demonstrando solidariedade, e boa vontade de colocar ordem na casa, de um país
desfavorecido e momentaneamente caótico. A busca por terrenos, favores e
petróleo, eram meros detalhes.
Mas agora o “adversário” é
maior, um gigante. A guerra fria está de volta, pois aquela que também já foi a
maior nação do mundo, está no páreo em busca de defender seus interesses.
Discursos, estratégias e até
algumas possíveis ameaças são disparadas. Esperamos que não ultrapassem esses
limites, pois a história ensinou a todos
que a guerra em sua capacidade máxima, significa o suicídio, o fim da vida como
conhecemos e nada vale tamanho sacrifício.
Agora, nos resta acompanhar o
desenrolar dessa situação. Enquanto a mídia tiver interesse em publicar algo
sobre o assunto, teremos informações e conhecimento para argumentar os fatos.
Quanto ao desfecho, ainda bem
que temos o Tio Sam do nosso lado, “defendendo nossos interesses”, “lutando por
uma causa justa e correta”, “buscando a harmonia global” e conseqüentemente, a
paz mundial. Bem que eles poderiam pagar minhas contas também...
O
melhor meio de os Estados Unidos combaterem o terrorismo é deixarem de ser um
dos principais terroristas do mundo.
Lindas, sensíveis, dinâmicas, atenciosas, inteligentes,
guerreiras, apaixonantes... Mulheres. Sim, podemos resumir tamanhas qualidades
em apenas uma palavra. São tantas; são mães, filhas, avós, tias, vizinhas,
colegas, amigas, namoradas, noivas, esposas, todas abrilhantando nossas vidas. Alegramos-nos
com suas características, peculiaridades, espontaneidade e complexidades.
A sábia mãe natureza criou a mulher para complementar o homem
com seus atributos. Ambos são o contraponto refletido no outro. O complemento
para se alcançar o equilíbrio. Graças a elas e seus exemplos, aprendemos a ter dedicação,
honestidade, tolerância, paciência, benevolência. São elas que nos acordam pela
manhã, nos levam a escola, nos educam, nos auxiliam em nossos trabalhos, marcam
nossas vidas.
Mulheres guerreiras, e muitas vezes, injustiçadas.
Entretanto, não cederei espaço neste blog argumentando sobre a barbárie que
rotineiramente sofrem nossas damas, seja por culpa de um sistema machista,
intolerante, explorador ou corrupto, pois isto remete a escória da covardia e
iguala alguns homens aos piores dos seres.
De fato, ao longo da história a mulher conseguiu seu merecido
espaço, saindo das “barbas” protetoras e autoritárias dos homens. Hoje elas são
independentes, ditam suas próprias regras, escolhem seus parceiros e são cada
vez mais promissoras em suas carreiras profissionais.
Graças a suas conquistas, as mulheres tornaram-se também mais
exigentes. Não mais qualquer conversa as convence. Não bancam mais a chamada
“Amélia”, aceitando as coisas como são, sendo simples donas de casas,
provedoras de conforto a família, educação aos filhos e amor e sexo aos
maridos.
Todavia, o que, infelizmente, auxilia em pleno século XXI a
desvalorização da mulher, é o fato de ainda ser vista como objeto sexual. Algo
que é muito, muito lucrativo. Sexo vende, desperta a fantasia masculina em
busca de possuir os corpos seminus e bem torneados aos quais nos deparamos na
televisão, internet, revistas e outros meios de comunicação.
Uma visão medíocre e animalesca que denigre a imagem
feminina, e lamentavelmente, promovem aquelas que aderem, dando mais
sustentação à visão deturpada de mulheres promíscuas, e que ignoram valores
agregadores ao caráter humano.
Se por um lado, as submetidas ganham destaque, por outro lado,
a maioria se enaltece, e muito. Portanto concentremo-nos nossas atenções as
belas e aguerridas, que tornam nosso mundo melhor. Nada mais admirável do que
uma referência feminina em nossas vidas. Clichê ou não, atrás (ao lado e a
frente) de um grande homem, existe uma grande mulher.
No dia oito de março é comemorado o Dia Internacional da
Mulher. Uma data simbólica àquelas que são especiais a cada momento. Valorize-as,
observe-as, ame-as. Seja justo, pois elas merecem.
Dia 12 de fevereiro de 2014, uma quarta-feira, como outra
qualquer. Meio de semana, dia de futebol. Campeonato internacional – Taça
Libertadores da América – torneio este tão desejado pelos clubes
sul-americanos. Campeonato que credencia o time campeão a disputar o mundial interclubes
no final do ano. Mérito para poucos. Pois é, com tantos ingredientes positivos, algo estragou o
espetáculo.
O lugar era a cidade de Huan Cayo no Peru, casa do time Real
Garcilaso, adversário do Cruzeiro de Belo Horizonte. A disputa do jogo, o
resultado, ficaram em segundo plano, após o ato hostil, estúpido e
preconceituoso por parte da torcida local. Aos 18 minutos do segundo tempo, o
jogador Tinga do time mineiro, entrou no lugar do meia-atacante Ricardo
Goulart. As cenas que se sucederam foram vergonhosas e revoltantes.
Cada vez que o jogador cruzeirense – que é de origem
afro-descendente – tocava na bola, a torcida adversária fazia em uníssono, sons
que se assemelhavam aos grunhidos de macacos. A cena se repetia, cada vez que o atleta
participava de alguma jogada.
Após o jogo, repercussões, comentários, promessas de
punições, enfim, o que já era esperado após um episódio lamentável e grotesco
como este. Sabemos que atitudes para tirarem a concentração de um atleta
durante o jogo, visando prejudicar seu rendimento é comum, entretanto, uma
hostilização racial, fere toda uma etnia, diminuindo o ser humano, por uma
diferença pífia de pigmentação da pele.
É incrível imaginar, que em pleno século 21, fatos como este
ainda aconteçam. Já não basta a repressão sofrida pelos negros ao longo da
história, regados a discriminação e falta de tratamento igualitário, ainda
somos testemunhas de atitudes de preconceito contínuo, pois infelizmente, este
não é um fato isolado.
Uma pena imaginar, que faz parte do cotidiano nos depararmos
com episódios lamentáveis como este. Pessoas discriminando pessoas por simples
diferença étnica, de costumes e tradições, por pensar e agir diferente. O mundo
moderniza, ganha em informações e ainda sim, algumas barreiras mentais e
comportamentais permanecem.
E o que dizer então da “discriminação branda”? – Se podemos
dizer assim -. Quotas para negros e mestiços em faculdades aumentando assim a
segmentação para os menos favorecidos. Essa “vantagem, ou privilégio” só faz
aumentar a segregação e posterior crescimento do preconceito, como se os
negros, mesmo em sua maioria com origem humilde, não fossem capazes de
conquistarem por méritos próprios, em igualdades e dificuldades proporcionais
aos demais.
O assunto é muito amplo, para ser discutido, e não é uma
simples exposição de opinião em uma reflexão que mudará este quadro.
Entretanto, cada atitude, por menor que seja, ajuda a conscientizar para esta
problemática, que fere os princípios morais de outrem.
Salvando algumas diferenças irrisórias, somos todos iguais. O
que deve ser analisado em cada pessoa são suas atitudes e seu caráter, isso
sim, define de fato a conduta do ser humano. Respeitar nosso próximo,
independente de como seja, é um dever de todos.
Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos,
haverá guerra.